Eles não são de brinquedo
As crianças são presenteadas com animais de estimação e isso não é uma boa ideia.
A cena de um bichinho todo enfeitado com um laço de fita e dentro de uma caixa linda para ser presenteado no Natal é sempre muito emocionante, mas é melhor reconsiderar a ideia.
Ter um animal de estimação exige vários cuidados e deve ser uma escolha consciente do futuro dono.
A criança deve saber da responsabilidade que ela vai enfrentar. É necessário deixar claro que ele é um ser vivo, que apesar de ter recebido como se fosse um brinquedo, ele não é.
Os cães e os gatos vivem, em média, até os 15 anos. Por isso eles não podem ser abandonados. Essa fase é a que eles vão precisar de mais amor e carinho.
O período de férias é justamente a época do abandono.
As família optam por ter um bichinho sem pensar nas consequências, e quando chega as férias querem viajar e não sabem onde deixar ou não tem o dinheiro para colocar em um hotel para bichinhos.
Eu vejo várias ONGs que quando fazem a feira de adoção selecionam as pessoas, e muitas vezes tem entrevista para conhecer o novo dono. Eles não podem correr o risco de deixar uma pessoa adotar o animal e depois de dois anos a pessoa jogar na rua.
Antes de adotar é necessário também verificar se cabe um cachorro ou um gato no espaço da sua casa. Não dá para querer tem um labrador em um apartamento. As decisões precisão ser tomadas com muita cautela para não ter um arrependimento futuro.
Quando eu era mais nova, uma amiguinha da minha sala fez um sorteio no final do ano. Ela queria deixar alguém feliz e presentear com um filhote. Eu ganhei o sorteio e fiquei super feliz, mas minha mãe não me deixou ficar com o filhote de Cocker Spaniel. Na época estávamos morando em um apartamento e não tinha espaço para um cachorro que não ficaria tão pequeno. Também tinha o problema de já ter outro cachorro, e por isso minha mãe deu a cachorrinha para uma amiga.
Hoje eu tenho a Belinha. Ela não foi um presente. Ela me escolheu!